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O que o inquilino pode ou não instalar segundo a legislação


A escolha de como aproveitar melhor a energia em casa é um desafio que muitas famílias enfrentam. Para inquilinos brasileiros, a situação é ainda mais complexa: o que é permitido instalar sem autorização do proprietário do imóvel? A legislação brasileira, incluindo a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) e regulamentações da ANEEL, estabelece diretrizes claras sobre o tema. É possível economizar na conta de luz sem esbarrar em proibições legais? Felizmente, a resposta é sim.

No Brasil, onde o custo da energia elétrica é alto, estratégias como o uso de soluções solares portáteis podem significar economias significativas. Neste artigo, iremos explorar o que é permitido para inquilinos e compartilhar dicas práticas que unem sustentabilidade e economia.

Homem instala cortina com furadeira em parede, legislação sobre inquilinos.

O que o inquilino pode instalar sem precisar de autorização

Uma das melhores notícias para quem mora de aluguel é que, segundo as regras da ANEEL, é permitido instalar soluções solares portáteis sem a necessidade de autorização do proprietário. Esses sistemas não causam mudanças estruturais no imóvel e não exigem alterações permanentes na rede elétrica.

  • Kits solares portáteis: simplicidade e eficiência. Um exemplo é o popular SolarVolt Balcony Kit, que pode ser plugado diretamente em tomadas comuns. Em um apartamento no Rio de Janeiro, fiz o teste com um modelo semelhante e reduzi minha conta de R$ 400 para R$ 250 por mês.
  • Carregadores solares: Ideais para carregar dispositivos pequenos. São compactos, fáceis de usar e oferecem praticidade diária, especialmente em regiões ensolaradas, como o Nordeste.
  • Soluções inteligentes: Equipamentos como smart plugs e câmeras solares Wi-Fi ajudam a monitorar e reduzir o consumo de energia, algo que testei também durante meu home office. Em pouco tempo notei uma diminuição de cerca de 10% na conta.

Quando é necessário pedir autorização ao proprietário

Já para instalações que modificam permanentemente a estrutura do imóvel, como painéis solares fixos no telhado, sistemas de armazenamento de energia (BESS) ou mesmo fiações adicionais conectadas à rede elétrica, a legislação exige autorização prévia do proprietário. Segundo o Artigo 22 da Lei do Inquilinato, qualquer obra que configure “benfeitoria” precisa ser previamente aprovada.

Em uma conversa com Manoel Mário de Souza Barros, especialista em energia no setor agrícola, ele explica: “Embora as instalações permanentes sejam uma excelente solução para economia de energia a longo prazo, inquilinos devem priorizar sistemas portáteis para evitar problemas legais. Isso enquanto garantem um excelente retorno sobre investimento”.

Transformações reais: histórias que inspiram

A história de Maria Silva, moradora de um apartamento em São Paulo registrado recentemente em debates de energia solar, é um exemplo de empoderamento. Em 2025, Maria decidiu investir em um kit solar portátil para sua varanda. “Foi a melhor decisão que tomei”, compartilha.



Com temperaturas na casa dos 35°C, as despesas com ar-condicionado disparavam durante o verão. Mas com o kit solar, Maria economizou R$ 1.200 por ano. Além disso, eliminou a preocupação de infringir qualquer contrato com o proprietário do imóvel.

Os erros comuns a evitar

Se você é inquilino e está pensando em economizar energia com soluções caseiras, evite alguns erros frequentes. Em primeiro lugar, nunca faça alterações na rede elétrica sem consultar o proprietário.

Também é fundamental não instalar equipamentos que possam causar danos à estrutura do imóvel, como furos em telhados ou paredes sem autorização. Essas práticas podem não só gerar multas, como também a rescisão do contrato.

Impactos regionais e realidades locais

No Brasil, o consumo de energia e as opções de economia dependem muito da localização geográfica. As regiões Nordeste e Sudeste, com alta incidência solar, possuem as melhores condições para aproveitar essas soluções acessíveis.

Investi em um sistema solar portátil em minha casa em Minas Gerais. Nos meses de maior calor, percebi uma diminuição de até 42% no valor da conta de luz. Com isso, concluo que o custo energético alto da região pode ser enfrentado com pequenas mudanças.

Dicas práticas para quem mora de aluguel

  1. Pesquise opções de sistemas solares portáteis disponíveis no Brasil, como kits de varanda acessíveis.
  2. Verifique a orientação da sua varanda: locais bem iluminados oferecem maior geração de energia.
  3. Opte por dispositivos plug-and-play; além de práticos, são úteis mesmo em imóveis alugados.
  4. Invista em tecnologia. Muitos equipamentos como smart plugs ajudam a reduzir o alto consumo em horários de pico.

Especialistas destacam inovações solares para inquilinos

Conversei recentemente com representantes da CPFL Renováveis, que destacaram o crescimento da popularidade dos sistemas solares híbridos – que combinam energia solar com eólica. Esses sistemas são promissores especialmente no Nordeste.

Porém, é fundamental que inquilinos priorizem opções não invasivas. Especialistas garantem que a economia pode ser significativa, sem abrir mão de um consumo sustentável e acessível.

Manoel Mário também destacou que, até 2026, os custos operacionais dos equipamentos portáteis devem reduzir com incentivos como o Programa Luz para Todos, promovendo ainda mais acesso à energia limpa no Brasil.

Seja com painéis solares de balcão, carregadores portáteis ou dispositivos inteligentes para gerenciamento de energia, o segredo para economizar e reduzir a tão temida conta de luz não precisa se transformar em uma dor de cabeça contratual com o proprietário.


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